Compaixão Ilimitada

Por Chagdud Rinpoche no Livro: Para Abrir o Coração, Editora Makara. Clique aqui e saiba mais sobre os livros da Editora Makara.

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Se a sua motivação de ajudar a todos é verdadeira, você deve reduzir a negatividade e aprender a cultivar o mesmo amor e compaixão por todos os seres. Isso significa que é necessário ajudar tanto a vítima quanto o agressor.

Na iminência de um assassinato, temos o impulso de defender a vítima, mas o ideal seria também ter compaixão pelo agressor, tentando protegê-lo das consequências do ato de matar. Consumado o assassinato, logo ele estará isolado de todas as pessoas que o conhecem e amam, destruirá a própria vida e as suas chances de felicidade. Ao pensar apenas no momento, ele não tem ideia daquilo que o aguarda, um grau de sofrimento que não desejaríamos para ninguém.

Portanto, por mais difícil que pareça, devemos cultivar a mesma compaixão pelo agressor e pela vítima. Um está sofrendo agora; o outro sofrerá no futuro. A compaixão equânime é, verdadeiramente, a grande compaixão.

Da mesma maneira, no contexto da paz mundial, desejamos proteger aqueles que são assolados pela guerra; entretanto, os que a fomentam sofrerão inevitavelmente as consequências negativas de suas ações. Pode ser muito difícil sentir compaixão pelos agressores devido ao seu poder e arrogância, e pelo sofrimento terrível que infligem. Mesmo assim, precisamos incluir os que promovem a guerra e as suas vítimas no mesmo abraço compassivo. Seja em nome da paz ou da guerra, o apego e a aversão são tóxicos e maculam qualquer método de intervenção.

Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 – Brasil, 2002). Do livro “Para Abrir o Coração”, I

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