Budismo e o meio ambiente

Uma visão lúcida da nossa relação com o meio ambiente, por Lama Padma Samten.

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“Ainda que a destruição ambiental seja um fato, ainda assim, acredito que a biosfera se mantém em bolsões e dessas regiões ela termina recolonizando o planeta. E os seres humanos também se recolhem em alguns lugares e terminam recolonizando. Espero que dentro de ciclos melhores.

O mundo da falta de lucidez está abalado.

Quando nos olhamos a sociedade, ou seja, o Samsara – o mundo fundado em valores equivocados, afundando, se fragilizando, os cientistas e os religiosos entendem que o sofrimento é inevitável. A característica principal desse sofrimento será as legiões de pessoas migrando entre regiões. Por que? Porque as regiões vão ficando muito aflitivamente destruídas. Tanto ambientalmente, quanto socialmente. Pra não falar das espécies, na redução das espécies, na alteração dos ciclos, na destruição da camada de ozônio, na destruição das florestas. Mas falando apenas sobre o aspecto humano do sofrimento. Então, isso é aparentemente inevitável. Mas por outro lado, surge um grupo de pessoas não correlacionadas, que estão estabelecendo correlações, que começam a encontrar soluções locais, e começam a produzir seu alimento livre, começam a educar seus filhos de um outro modo e vão se afastando dos valores fundadores de uma sociedade que está em crise.

Nos anos 60 e 70, isso eram experiências muito localizadas. Eram experiências que se diria de “outsiders”. Hoje não são “outsiders”, hoje são um novo tecido social sugerido. Se nós tivermos algum futuro, vem disso.”

Lama Padma Samten, em depoimento para a iniciativa “Fé no Clima”, que vem da caminhada de mobilização pelo ISER e seus parceiros, a partir da Conferência do Meio Ambiente Rio 92.

Fonte: página do Lama Padma Samten no Facebook